Mercado da morte: startup quer profissionalizar setor no Brasil com serviços inéditos

Oi?!? Essa é a manchete e a seguir o texto publicado nessa semana no Jornal Valor Investe, de São Paulo –SP.

A Ziigo recebeu aporte milionário e lança seguros funerários que cobrem a família toda e um serviço de opção de compra de jazigo em cemitérios particulares

Foi pensando em profissionalizar o mercado da morte no Brasil que Fabiano Loures montou junto com outros sócios – Adriano Napoli, Bernardo Teixeira, Vicente Conte e Stella Conte – a Ziigo.

A ideia inicialmente era vender em uma plataforma jazigos e covas parcelados em até 360 meses em cemitérios particulares, além de produtos e serviços funerários, como grupo musical, coroa de flores, urnas e quitutes para consolar os amigos e familiares. Mas, o empresário percebeu que dava para criar muitos outros produtos no mercado brasileiro do luto, ainda pouco profissional.

“A Ziigo chegou no mercado com o objetivo de aumentar a penetração de seguros funerários na população, mostrar que o mercado é sério e que as pessoas terão amparo nas horas difíceis”, diz Fabiano Loures, sócio da Ziigo e da ONLi, um site que simula, customiza e emite apólices de seguros pela internet.

A empresa está atacando duas novas frentes: a de seguros funerários e um serviço de opção de compra de jazigo em cemitérios particulares. Este segundo ainda está em fase de testes, mas a ideia é oferecer um serviço de assinatura em que o cliente paga uma quantia mensal, que varia entre R$ 69 e R$ 169, para garantir um lugar em um cemitério particular de sua preferência.

Por ora, o serviço está disponível apenas em Belo Horizonte (MG), no Cemitério Terra Santa, mas deve chegar ainda este ano a cemitérios de Porto Alegre (RS) e São Paulo (SP). Para 2020, a Ziigo prevê a abertura de mais 10 praças, como Manaus (AM) e Rio de Janeiro (RJ). Para isto, recebeu recentemente um aporte milionário de um empresário do mercado do luto (o nome e valor não foi revelado em função de um acordo de confidencialidade).

A Ziigo pretende investir cerca de R$ 12 milhões de agora até o fim do ano que vem e já estuda uma nova captação em 2020 para explorar outras praças.

Assinatura de jazigo – Apesar de garantir ao segurado um enterro em cemitério privado, a empresa ainda não possibilita, porém, que o cliente especifique o cemitério e a localização do jazigo. Essa opção só será dada em cidades onde o grupo parceiro do projeto, o Cortel, maior dono de cemitérios privados do país, está presente, como as cidades de Porto Alegre, Manaus e Rio de Janeiro. Mas, precisa ser um cemitério da rede.

“O nosso objetivo é escalar a operação nos próximos 12 meses, desenvolvendo diversas praças para ano que vem. O investimento será usado para compra de ativos (jazigos) e investimento em tecnologia, que inclui contratação de mais pessoas”, explica Fabiano Loures.

A ideia surgiu a partir de uma necessidade da indústria: a comercialização de jazigos em estoque nos cemitérios particulares. A própria Ziigo nasceu para ajudar nesta tarefa. Fabiano Loures tem como sócio na empreitada sócios da gestora Zion Invest, que administra o primeiro fundo de investimento imobiliário em cemitérios do Brasil (o CARE 11), controlador de mais de uma dezena de cemitérios espalhados pelo país.

Mas, no modelo inicialmente traçado, a Ziigo só fazia a venda dos túmulos e jazigos, o que deixou de fazer há pouco mais de um mês. Agora, a ideia é oferecer uma solução funeral completa: além da opção de compra de um sepulcro, o serviço também engloba o custeio do sepultamento ou cremação, outro gasto alto hoje em dia. Os planos, por assinatura, variam de R$ 69 a R$ 169 dependendo da cidade, dos dependentes, da idade dos dependentes e dos benefícios (especificamente o seguro funeral, explicado mais adiante).

Toda a contratação é feita hoje pela internet, por meio de um chatbot inteligente, com inteligência artificial embarcada.

Além da rapidez, outra vantagem, segundo o executivo, é financeira. Comprar um jazigo pode custar entre R$ 5 a 40 mil reais, dependendo do cemitério e da cidade, além de um valor de manutenção que varia entre R$ 500 e R$ 2 mil por ano.

No novo serviço da Ziigo, o preço é único. Pagando a mensalidade, o cliente não precisa desembolsar dinheiro de manutenção, nem outro custo extra, o espaço vai estar disponível para o titular e dependentes.

“Enquanto a família tiver pagando há a garantia de que todos vão ser sepultados e com todos os custos já inclusos. Não cobramos também taxa de manutenção”, diz Loures.

Seguros da morte – O cliente tem ainda um ‘plus’, algo a mais. Quem assina o serviço já é incluso automaticamente no seguro funeral desenvolvido pela Ziigo em parceria com a Mapfre.

Lançado recentemente, os seguros funerários da Ziigo é outra inovação no mercado em termos de cobertura. A novidade é que, além do próprio contratante, os planos permitem estender os serviços de enterro ou cremação para a família, inclusive pais, mães e sogros.

Em média, um serviço funeral custa entre R$ 3 a 5 mil reais e a cremação pode variar entre R$ 2,5 mil a 4 mil reais, dependendo do local. Os seguros da Ziigo com a Mapfre custam a partir de R$ 22 mensais.

O plano mais básico, o Ziigo Família 1, abrange, além do titular, o cônjuge (ambos com até 75 anos) e os filhos e enteados, que tenham até 21 anos ou 24 anos, se universitários. Esse sai por R$ 22 por mês.

O Ziigo Família 2, que sai por R$ 42 mensais, assegura também o pai e a mãe do titular, desde que tenham até 80 anos no momento da contratação. Se quiser ainda acrescentar os sogros (de até 80 anos) na cobertura do seguro, o titular pode optar pelo plano Ziigo Família 3, de R$ 62 mensais.

Os seguros são vendidos separadamente, mas, quem contratar a assinatura de jazigos, já leva o serviço completo (com os seguros já inclusos). O valor do serviço completo, porém, varia conforme a praça. A média nacional é de R$ 69 para o Ziigo 1, R$ 89 para o Ziigo 2 e R$ 109 para o Ziigo 3. São Paulo é a praça mais cara: R$ 99, R$ 119 e R$ 139.

Os planos já podem ser contratados 100% por internet e com a ajuda de robôs no atendimento, uma forma que a Ziigo encontrou para aumentar a eficiência e diminuir a burocracia.

“Nós não trabalhamos com planos funerais, mas sim seguros. Isso traz garantia de que, quando precisar, todos os serviços serão realizados”, comenta Loures.

Outro diferencial dos novos seguros é a possibilidade de se cadastrar no programa Tem Saúde, que dá descontos em consultas médicas, exames e odontologia, sem pagar mais nada por isso

 Fonte: Valor Investe

Data original:
Fonte da notícia:

Seja o primeiro a comentar em "Mercado da morte: startup quer profissionalizar setor no Brasil com serviços inéditos"

Deixe um comentario

.