Abredif pede que fábricas de urnas sejam consideradas atividade essencial

Nesta semana, o Brasil ultrapassou pela primeira vez o número de 2.000 mortes por Covid-19 na média móvel diária.

A Associação de Empresas e Diretores do Setor Funerário (Abredif) informou que não há registro de nenhuma cidade que esteja sofrendo colapso do sistema funerário.

A entidade emitiu uma recomendação às funerárias de todo o país para que suspendam as férias de seus funcionários por 60 dias e para que os estoques dos materiais de sepultamento estejam três vezes maior do que o necessário.

A eNtidade também orienta que seja feito o levantamento da capacidade atual de todos os cemitérios, a fim de evitar que cidades atinjam o limite de sepultamentos.

A Associação encaminhou ao governo de São Paulo uma requisição para transformar o funcionamento das fábricas de urnas funerárias em atividade essencial.

O pedido foi feito diante do aumento de cidades no interior do estado que decretaram lockdown para impedir a disseminação da Covid-19. O temor da entidade é que a produção de caixões entre em colapso caso os funcionários das empresas não sejam autorizados a trabalhar. 

Segundo a Abredif, São Paulo é responsável pela produção de 50% a 60% de todas as urnas funerárias usadas no Brasil. Cidades como Tietê, Bilac, Cordeirópolis e Dois Córregos são algumas das localidades que concentram as fábricas no estado.

O presidente da Abredif, Lourival Panhozzi, afirmou que a solicitação ao governo paulista tem como objetivo fornecer segurança jurídica para que os donos de fábricas mantenham as atividades caso haja o decreto de um lockdown em nível municipal ou estadual.
Ele diz que interromper a produção no momento mais crítico da pandemia poderia levar a um colapso funerário em nível nacional.

“As fábricas precisam ter um instrumento legal para justificar aos funcionários por que continuarão operando. Os funcionários também precisam de uma garantia para transitarem nas ruas quando forem trabalhar”, declarou.

Fonte: Revista Veja

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