Porto Alegre tem aumento de 39% no número de serviços funerários

Foram 1.143 sepultamentos e cremações no último mês, ante a 882 no mesmo período de 2020. Com mais de 5 mil vagas livres e espaço para abrir mais 80 mil jazigos, presidente de associação não vê risco de esgotamento.

O levantamento considera todos os serviços fúnebres, como sepultamentos particulares, cremações e enterros gratuitos e de corpos não reclamados no Departamento Médico Legal.

Entre os enterros particulares, houve um aumento de 29,7%: subiu de 568, em fevereiro de 2020, para 737 no mês passado. Em relação às cremações, o crescimento foi de 67,8%: de 190 para 319 no mesmo período.

De acordo com Vicente Perrone, secretário-adjunto da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo (SMDET), não há demanda represada nem tampouco falta de sepulturas.

A capacidade dos dois crematórios da cidade, por exemplo, é de oito corpos por dia ou 480 por mês. Em setembro de 2020, mês com maior número de cremações no estado durante a pandemia, foram feitas 322 serviços.

‘Podemos atender a demanda que houver’

Porto Alegre não deve repetir a situação de outros estados que precisaram abrir covas coletivas frente à disparada de mortes devido à Covid-19. O presidente da Associação Sulbrasileira de Cemitérios de Crematórios (Asbrace), Gerci Perrone Fernandes, que também é administrador do cemitério Jardim da Paz, afirma que a Capital possui 5 mil vagas disponíveis e capacidade para ampliar para mais 80 mil.

“Podemos atender a demanda que houver”, aponta. “Infelizmente o problema está no atendimento hospitalar. Ninguém quer isso pra ninguém, mas não vamos passar o que os outros estados passaram”

Mesmo assim, foi possível notar o reflexo da alta nos óbitos na demanda por enterros. Somente no Jardim da Paz, foram mais de 200 em fevereiro, entre enterros por Covid e não Covid. A média do ano passado girava em torno dos 180 e 190, afirma Gerci.

Alta no número de sepultamento gratuito

Gerci comenta ainda que foi possível perceber um leve aumento no sepultamento gratuito, que na Capital é custeado por funerárias, crematórios e cemitérios, com apoio do município. Da média mensal de 80 a 90 no ano passado, ao número passou para 110 em fevereiro.

“A funerária faz o traslado do corpo, retira, faz a preparação, leva para o cemitério. Tem um processo digno para as pessoas”, afirma.

Não houve necessidade de novas contratações e remanejamento de horários, diz o presidente da associação. As equipes passaram a seguir os protocolos para a área, que é considerada serviço essencial, durante a pandemia. Segundo Gerci, a categoria agora pleiteia o início da vacinação dos trabalhadores do setor funerário.

Aluguel de contêiner

Luiz Antônio Nasi, superintendente médico do Hospital Moinhos de Vento, o maior da rede privada de Porto Alegre, afirmou, nesta terça-feira (2), a unidade precisou ampliar a estrutura para alocar os mortos.

“A nossa lista do morgue, ontem [segunda], ultrapassou a capacidade de acomodar as pessoas que faleceram dentro do hospital. Estamos contratando um contêiner para poder colocar as vítimas”, relatou Nasi.

A instituição instalou, provisoriamente, um contêiner refrigerado anexo ao hospital. “Será utilizado somente em caso de real necessidade, considerando a possibilidade de atrasos na retirada dos óbitos por parte das funerárias, realidade essa percebida em outras cidades do Brasil e do mundo”, informou o Moinhos. A estrutura atual comporta até três corpos e está adequada às normas, condições de normalidade e porte do Hospital Moinhos de Vento.

FONTE: G1 RS

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