População saqueia túmulos na Venezuela

A situação no país vizinho está realmente lamentável e já chegou até aos mortos há algum tempo. Primeiro as pessoas começaram a enterrar parentes no quintal, pois não tinham dinheiro para os sepultamentos. Depois as crises de abastecimento de energia começaram a gerar transtornos nos necrotérios, onde dezenas de corpos aguardam “esquecidos” por providencias funerárias. Agora a população, desesperada, recorre ao saque de túmulos em busca de jóias, dentes de ouro e outros pertences de algum valor.

A emissora britânica BBC conversou com parentes de familiares enterrados no Cementerio del Sur, o maior cemitério de Caracas. O local agora precisa ser vigiado para evitar que os túmulos sejam vandalizados por saqueadores.

“Quando eu a enterrei, você poderia andar por aqui. Mas ultimamente você mal consegue chegar ao túmulo, porque todos os túmulos foram abertos e os restos foram retirados”, disse um viúvo sobre o tumulo saqueado da esposa.

Os saqueadores priorizam encontrar jóias, dentes de ouro e restos de ossadas, que podem ser vendidos para uso em vários rituais.

Os danos causados são tão grandes que os trabalhadores do cemitério frequentemente não conseguem consertar as sepulturas.

Os ladrões saqueiam não apenas os túmulos das pessoas comuns, mas também os de figuras históricas, como o romancista e ex-presidente venezuelano Rómulo Gallegos.

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