Negócios ligados à morte também morrem

A Gab – Indústria de Urnas Funerárias, de Ponte de Sor – Portugal, aderiu ao Processo Especial de Revitalização em maio de 2015, com dívidas de mais de 386 mil euros.

A empresa ainda viu o seu plano de recuperação ser aprovado pelos credores, mas eis que, quatro anos depois, apresentou-se à insolvência e, em julho de 2019, veio a falência.

Agora foi colocada no circuito dos leilões, sendo que o bem mais valioso é o imóvel que abriga a fábrica – instalado num terreno com mais de três mil metros quadrados, que vale pouco mais de 143 mil euros.

Dos ativos móveis, destaque para um lote composto por 80 urnas em madeira, que tem como preço mínimo oito mil euros.

No ano passado, morreram em Portugal 113 mil pessoas (um média de 310 por dia). As cerca de 1.380 agências funerárias existentes no país faturaram em 2018 perto de 240 milhões de euros, dos quais 117 milhões foram pagos pela Segurança Social, através do subsídio por morte.

Fonte: Jornal de Negócios – PT

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