No Finados os cemitérios viram o centro das atenções. Conheça as lendas de pessoas que mesmo mortas têm sua história perpetuada no imaginário popular
Aspectos culturais e religiosos definem tradições e condutas em todo o mundo. No Brasil, a soma dessas duas vertentes revela contornos interessantes. Para não sair do setor funerário, vamos falar dos túmulos mais visitados nos cemitérios. Eles são alvo de uma devoção que produz comportamentos que se repetem por gerações.
Em especial a morte de crianças acaba ficando muito marcada no imaginário popular e circula nas redes sociais um “conto”, sobre a menina que esperou a mãe por anos. Essa “lenda” é contada pelo vigia do cemitério de Sombrerete, no México. Ele mesmo teria ficado muito emocionado com o sepultamento da criança, pois a mãe chorava muito e estava inconsolável.
“Não tenha medo, um dia eu me juntarei a você, meu amor”! teria dito a mãe no ouvido da filha.
Quando a família já estava saindo para ir embora, a mãe bateu no quarto do vigia, e lhe disse que ele estava a cargo do túmulo de sua filha, que ela lhe havia deixado uma boneca, e lhe pediu o favor de cuidar dela.
Ele conta que no dia seguinte levantou-se cedo para varrer a entrada do cemitério, e viu a boneca em um banco. E foi assim por várias noites, até que em uma noite ele decidiu vigiar o túmulo para ver o que estava acontecendo, e ele pôde ver como o fantasma da menina se levantou, levou sua boneca, e então saiu. Ele ficou chocado com o que viu, mas não estava assustado, não tinha medo porque a via como um anjinho.
No terceiro dia ao ver isto, o vigilante tomou coragem, e seguiu a menina. Ele viu-a sentada num banco, ousou aproximar-se, e perguntou-lhe:
“O que você está fazendo aqui?”
A garota respondeu:
“Eu estou esperando por minha mãe, ela disse que um dia viria!”
Muitos anos se passaram, e o zelador se acostumou a ver aquele pequeno fantasma.
Uma noite, bateram à sua porta, e a menina lhe disse:
“Vim para agradecer-lhe por cuidar de mim todos estes anos, não estarei mais sozinha, amanhã minha mãe virá e se despedirá”.
No dia seguinte eles chegaram com um caixão, foi a mãe da menina que tinha falecido.
Veja mais lendas de cemitérios na Revista Diretor Funerário – edição 355 – de novembro 2025