Não é apenas lei. É história. É a vida de quem vive a funerária.
Hoje, a legislação que é fruto de um movimento e de uma luta árdua que durou 44 anos completa sua primeira década.
Mais do que simplesmente comemorar esta data, este momento deve nos remeter a uma profunda reflexão.
Valeu a pena?
A resposta a esta pergunta é um coro uníssono, em alto e bom tom: SIM.
A segunda — e inquietante — pergunta é:
Estamos honrando a luta de tantos, por tanto tempo, e observando na íntegra aquilo que é muito mais que uma lei, é a radiografia da união de um setor?
Infelizmente, a esta pergunta, ouviremos apenas vozes isoladas e esparsas afirmando que SIM.
Embora não sejamos individualmente responsáveis pelas atitudes alheias, essa conduta omissa de muitos pode, em algum momento, impor ao setor regras e controles ainda mais severos pelo poder público. Isso gera naqueles que atuam corretamente um sentimento inevitável de frustração em relação aos que não observam na íntegra a Lei nº 13.261, de 22 de março de 2016.
É imperativo lembrar: esta lei regulamentou os planos funerários no Brasil, afastando o risco iminente de que as seguradoras passassem a dominar e controlar este serviço que é essencialmente nosso.
Avisamos, sem tom de ameaça, mas com a clareza da responsabilidade: chegará o momento em que nossa entidade, a Abredif, tomará atitudes firmes para garantir que ninguém mais atue na comercialização de planos funerários sem observar e honrar a lei, respeitando o trabalho hercúleo daqueles que tanto fizeram para que ela existisse.
Parabéns à Lei nº 13.261 pelos seus 10 anos! Meus cumprimentos a todos que nela deixaram seu DNA de honra e a todos que, hoje, a subscrevem com a sua própria conduta ética.
“A honra é a poesia do dever.” Alfred de Vigny
Lou Pagnozzi
Presidente da ABREDIF e SEFESP
