Um vazio que dói

Embora não esteja proibido por nenhum órgão nacional ou internacional, apenas recomendado, a realização de velório, bem como, as homenagens póstumas das vítimas confirmadas e também  dos casos suspeitos, esta prejudicada, até mesmo inviabilizada em muitos casos.
Na realidade, a não realização do velório é hoje quase que uma imposição social velada e cruel, feita as famílias. Estas por não conseguirem ter um resultado rápido dos exames dos demais membros da família, para saber se foram contaminados , já que conviviam com a pessoa falecida, ficam impossibilitadas, em razão da quarentena de 14 dias a que são obrigadas a se submeterem, de comparecerem  no velório. A mensagem do governo é a seguinte para estas familias: “vocês podem fazer as homenagens, mas não podem ir”.
Desta forma temos visto cenas tristes de sepultamentos vazios, um vazio tão intenso, que irá por muito tempo causar dor àqueles que perderam também o direito de se despedirem de seus entes queridos.
Este vazio que dói, que dói muito,  ficará para sempre.
Lourival Panhozzi
Presidente da ABREDIF – Associação Brasileira de Empresas e Diretores do Setor Funerário

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