Falece Ilso Sanches Parra, voinho

O setor funerário brasileiro esta de luto oficial pelo falecimento de Ilso Sanches Parra (Voinho).

Foi graças a sua iniciativa e generosidade que o nosso setor conseguiu superar suas maiores dificuldades. Sem ele o Plano Funerário não existiria hoje, teria sido extinto já no inicio de 1970, quando o governo (ditadura militar) lançou seu maior ataque ao nosso setor, mas “Voinho” com a sabedoria e a serenidade que só os Magos têm, conseguiu reunir pela primeira vez o setor em prol de uma causa. Desde então nunca deixamos de lutar e Voinho nunca deixou de participar.

Sem Voinho ficamos menores numericamente, perdemos o General, mas ele sem duvida nos fez maiores do que somos e por este motivo sera ele sempre lembrado.

Voinho é hoje um funerario espiritual, nunca vai perder o titulo de Diretor Funerario, funerario esculpido a mão, obra unica, exclusiva e preciosa. Quando abrirem suas oficinas (funerarias) amanhã digam baixinho (ele vai escutar) “obrigado voinho”

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1 Comment on "Falece Ilso Sanches Parra, voinho"

  1. Sem “Voinho”?.
    Hoje ao chegar a empresa, antes de entrar, fiquei um tempo sentado no interior do veículo, antes mesmo de iniciar o dia me senti cansado, sempre, todos os dias, me deparo com as tristezas dos outros e quando trago a minha chego a sentir culpa por todas as perdas que não pude aliviar, quisera eu ter a capacidade de entender e aceitar para então poder explicar a aquele pai, filho, irmão ou amigo o significado de amanhã não poder ver, falar ou sentir o cheiro daquela pessoa que amamos, quisera eu acreditar que todas as nossas faltas são agora insignificantes para elas para que não sejam um peso para nós, mas nosso querer não caminha na mesma velocidade que nosso aprendizado, este necessitara ainda de muita perda e muita dor para aceitar e entender aquilo que não queremos, que não pedimos mas que faz parte de nós: morrer um pouco de cada vez a cada vez que morre alguém que passou pelas nossas vidas, até que um dia nós mesmos deixemos de sentir as perdas e nos tornemos uma para alguém.
    Sem “Voinho” me sinto sozinho e nesta solidão consigo me encontrar, fazia tempo que não me via, mas hoje estou aqui, me vendo sem olhar no espelho e sentindo que o que vale a pena não é o que se tem mas o que se viveu nesta vida, sendo assim não vou ficar sem o “Voinho”, prefiro ter ele sempre comigo, seja em meus pensamentos seja em meus atos, para que um dia possa eu merecer fazer a passagem com mesma serenidade que ele fez.
    Até a nossa próxima reunião “Voinho”, estaremos todos lá.

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