Relato Constantina

A ABREDIF/SEFESP estiveram representadas em um encontro de funerários realizado em Constantina RS e na ocasião visitaram a indústria de urnas Rigon. Na ocasião os irmãos Leandro e Leonardo apresentaram a indústria, seu processo de fabricação e o conceito de suas urnas, causando uma ótima impressão em todos nós pela qualidade e originalidade.

No encontro de Constantina foi também apresentado pela empresa Ebenezer dois produtos desenvolvidos para uso nos cadáveres, um para retardamento e outro para controle do processo de decomposição natural do corpo. Nestes quesitos registramos nossa reserva e preocupação, pelos seguintes motivos:

  • Primeiro em razão dos mesmo estarem sendo apresentados como solução para o TRAUMA, que na visão e entendimento dos promotores dos produtos, a tanatopraxia causa nas famílias por ser invasivo, fizeram questão de citar várias vezes o uso da vara trocadora como se objeto de tortura fosse (argumento considerado por nós como inadequado e inapropriado),
  • Segundo porque usam o mito da contaminação e causador de doenças o sepultamento (se verdade fosse depois de milhares de anos sepultando as pessoas, já não existiria mais vida na terra),
  • Terceiro porque em algumas partes do mundo já se conseguiu por meios que desconhecemos que a utilização do produto por eles comercializado seja obrigatória pelas funerárias.
  • Quarto pelo custo do produto importado chegar ao Brasil com preço muitas superior ao comercializado na Europa (os dois algo em torno de r$ 450,00 no Brasil), custo este que no caso de funeral dos planos não poderá ser repassado se obrigatório for seu uso como alguns (mesmo que veladamente) querem.

O primeiro produto vem acondicionado em um invólucro que é colocado no abdome do corpo e pelo simples contato, segundo seus promotores, interrompe o processo de decomposição, foi aclamado no evento pelos que desconhecem em profundidade a arte da tanatopraxia e por aqueles que nunca investiram em laboratório de tanatopraxia, também agradou aqueles que realizam aspiração  e vendem como tanatopraxia (um crime no nosso entendimento), estes últimos por sua vez chegaram a ser desrespeitosos com nossa entidade que na ocasião defendeu a ética nas tratativas e nos procedimentos.

O segundo produto é colocado na genitália do corpo e transforma os líquidos em gel, impedindo que o produto da coliquação (lá chamado de necrochorume) de contaminar o meio ambiente e causar doenças, afirmação que não concordamos, já que nenhum cemitério construído dentro das normas contamina o meio ambiente.

A ABREDIF/SEFESP solicitaram e esperam receber unidades dos produtos para testes e analise, os promotores dos mesmos se comprometeram em enviar, aguardamos o recebimento para posterior orientação de nossos associados. Não estamos por hora firmando nenhum juízo ou julgamento sobre os produtos, contudo afirmamos sem sombra de dúvidas que as premissas usadas para sua venda estão equivocadas e que as nossas entidades não irão aceitar nenhum tipo de depreciação da arte da tanatopraxia e muito menos qualquer ação que nos obrigue no futuro a adquirir um produto que em tese não é necessário e que certamente não é essencial.

Não podemos deixar de registrar a competência da indústria Rigon na produção de urnas funerárias, impressionou positivamente, tão pouco a generosidade de seus diretores (Leandro e Leonardo) em nos receber com distinção, Constantina marcou no último dia 07/04 um capítulo importante na história do setor funerário, não temos dúvida que a família Rigon irá em muito contribuir para o desenvolvimento do nosso setor.

Data original:
Fonte da notícia:

Seja o primeiro a comentar em "Relato Constantina"

Deixe um comentario